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Digitalização 5

Exemplo de carta de restaurante: estrutura, secções e redação

Um exemplo concreto de carta de restaurante: secções, número de pratos, redação dos nomes, formato e suporte.

O que mostra um exemplo de carta de restaurante

Uma carta de restaurante assenta em três blocos: as secções, os nomes dos pratos e os preços. O resto é decoração. Um bom exemplo avalia-se pela legibilidade na sala, não pelo grafismo.

Repare numa carta que funciona. Lê-se em menos de dois minutos, cabe numa página ou duas, e cada linha dá ao cliente uma informação útil. É o único critério que conta de verdade.

Uma nota sobre vocabulário. A carta lista todos os pratos disponíveis à unidade; o menu é uma refeição a preço fixo. Muitas casas apresentam os dois no mesmo suporte, o que é perfeitamente aceite.

A estrutura tipo: secções e ordem de leitura

A ordem das secções acompanha o desenrolar da refeição. O cliente nunca deve ter de procurar por onde começar. Estes são os elementos que aparecem em quase todos os casos:

  • Entradas, pratos e sobremesas, por esta ordem
  • Sugestões do dia ou da semana
  • Menus de almoço com o preço global
  • Bebidas: refrigerantes, cervejas, vinhos a copo e a garrafa
  • Menções legais e práticas no rodapé

Entradas, pratos e sobremesas

Cada secção lê-se como um bloco autónomo, separado do seguinte por um título nítido. Evite colunas demasiado apertadas: dois pratos na mesma linha criam hesitação. Um nome, uma descrição curta e um preço alinhado à direita bastam para construir um conjunto claro.

A carta de bebidas

Separe sempre as bebidas dos pratos, mesmo num suporte de uma só página. Os vinhos merecem um bloco próprio, com denominação, colheita e capacidade. Se a sua seleção ultrapassar as vinte referências, uma carta de vinhos acessível por QR code evita sobrecarregar o documento principal.

Quantos pratos deve ter uma carta?

A regra mais comum no terreno é de 7 propostas no máximo por secção. Acima disso, o cliente desliga e a gestão de stocks complica-se. Uma carta contida, com 5 entradas, 7 pratos e 5 sobremesas, cobre o essencial de um serviço.

As cartas mais rentáveis não são as mais extensas. Passar de 30 para 15 pratos reduz as perdas de matéria-prima e encurta o tempo de pedido, desde que se assumam as escolhas.

Uma carta curta também permite comprar melhor. Concentra as compras em menos referências, negoceia, e a margem por cliente sobe sem mexer nos preços de venda. É a alavanca mais rápida para melhorar a sua margem.

Escrever os nomes e as descrições dos pratos

O nome de um prato tem de ser entendido sem explicação do empregado. Indique o produto principal, depois o acompanhamento, depois a confeção ou o molho. Três informações, não mais.

A descrição cabe numa linha. Serve para tirar uma dúvida ou valorizar uma origem, nunca para fazer literatura. «Filete de robalo com esmagada de batata e azeite» basta para dar uma imagem mental precisa do prato.

  • Um nome de 3 a 8 palavras
  • Uma descrição de 10 a 15 palavras, no máximo
  • O preço sem repetir o símbolo do euro em cada linha
  • Sem linhas pontilhadas entre o prato e o preço

Exemplo de carta de restaurante italiano, gastronómico ou de época

O caso italiano

Um exemplo de carta de restaurante italiano segue outra lógica: antipasti, primi (massas e risotos), secondi (carnes e peixes), contorni, dolci. Mantenha os nomes italianos nos pratos conhecidos e traduza os restantes entre parênteses.

O caso gastronómico

Na alta gastronomia, a carta é curta e é o menu de degustação que sustenta a oferta. Três entradas, três pratos, três sobremesas, mais um menu de 5 ou 7 momentos. O menu digital adaptado a um restaurante gastronómico permite ajustar as harmonizações com vinhos sem voltar a imprimir.

As cartas sazonais

Uma carta de verão e uma carta de inverno não têm a mesma estrutura. No verão, as entradas frias e as saladas compostas ganham espaço. O outono e o inverno pedem pratos estufados e secções mais curtas. Reserve um bloco de «sugestões» alterável todas as semanas: é aí que testa as novidades.

Que formato e que suporte escolher

O formato A4 continua a ser o mais comum para uma carta clássica. O formato comprido (10 x 30 cm) serve cartas curtas, e o A3 dobrado as ofertas mais completas. A seguir, é a escolha do suporte que pesa no custo anual.

SuporteCusto inicialAtualizaçãoUtilização recomendada
Papel simplesBaixoReimpressão totalSugestões do dia
Papel plastificadoMédioImpossível sem refazerCarta estável, muita rotação
Individual de mesa impressoBaixo por unidadeReimpressão por lotesCervejaria, serviço rápido
QR codeMuito baixoImediata e ilimitadaPreços e stocks variáveis

Preços, alergénios e menções obrigatórias

Seja qual for o suporte, há informações que não são opcionais. As regras de afixação de preços em restauração obrigam a preços com IVA e serviço incluídos, visíveis antes de entrar no estabelecimento. A informação sobre os 14 alergénios de declaração obrigatória no restaurante, prevista no Regulamento (UE) n.º 1169/2011, tem de estar disponível na sala, por escrito.

Criar e personalizar a sua carta

Não precisa de um designer para ter uma primeira versão bem apresentada. Um editor online permite escolher um modelo, introduzir as suas secções e personalizar as cores, o tipo de letra e o logótipo em poucos minutos. Depois é só descarregar um PDF pronto a imprimir ou publicar a versão digital.

A vantagem do digital está na atualização. Uma rutura de stock, um preço que muda, uma sugestão acrescentada: a alteração fica visível de imediato, sem passar pela tipografia. O menu digital para restaurante atualiza-se a partir do telemóvel, entre dois serviços.

Ainda assim, guarde uma versão em papel de reserva para os clientes que a peçam. Dois ou três exemplares impressos chegam perfeitamente. O resto da sala usa o QR code colocado na mesa.

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